29 Jan 2008
Revitalização do Mundo Rural - November 17, 2007 Apanhadas armas e munições ilegais - August 24, 2007
Autarca critica falta de ajuda aos pastores afectados pelos fogos - January 10, 2007
Várzea: um lugar esquecido (Noticias dos Arcos)Catástrofe no Gerês: O pior incêndio de sempre - Correio de Manha - September 9, 2006
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Poste de
baixa tensão da EDP no chão desde Agosto 2007
29 Jan 2008
Manuel Rodas é o
proprietário do terreno, que está imigrado em França, mas que vem a
Logo que se deu conta da
situação, procedeu ao envio de um ofício à EDP de Viana do Castelo, solicitando
ajuda para a resolução do problema. É que além de o poste ter caído para cima
da sua propriedade, ainda ficou a impedir a passagem de um caminho.
Um outro problema antigo
na localidade, cuja solução já foi há muito tempo pedida à EDP, é a alteração
do poste situado no Lugar de Adrão, junto à capela de N.ª Srª da Conceição, por
se encontrar no meio do largo.
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Pastores
do Soajo agora ameaçados por seca prolongada
Source: Falcao do Minho
“A cabra é um animal que não gosta muito de feno,
que precisa de erva para encher a barriga
No Verão de 2006, os incêndios consumiram cerca de
3000 hectares de monte no Soajo, para desespero dos criadores de gado daquela
aldeia serrana, que viram as chamas dizimar os pastos dos seus animais.
Muitos tiveram de ir comprar feno a Espanha para dar
de comer aos seus animais, mas, entretanto, graças a condições atmosféricas que
se foram mostrando favoráveis, os pastos “voltaram a rebentar com alguma
facilidade”.
“Podemos dizer que o Verão até acabou por ser muito
bom, porque caiu alguma chuva e ajudou os pastos a rebentar. Mas o problema é
agora. Não chove e a erva não nasce. E, se continuarmos assim por mais algum
tempo, vai ser um bico-de-obra”, afirma Venâncio Domingues.
Também preocupado com a falta de chuva está o
presidente da Junta do Soajo, Manuel Barreira Costa, que adivinha “tempos mesmo
muito complicados” para os pastores da freguesia.
“Com a chegada do Inverno, os animais começam a
ficar mais perto das aldeias, por causa do frio. O problema é que nem sequer
nas zonas agrícolas há alimento. Depois da recolha do milho, semeia-se a erva,
mas este ano pouca ou nenhuma nasceu, por falta de água”, explica o autarca.
O ataque dos lobos, que
“Os lobos atacam cada vez mais perto das casas e ai
de nós se lhes fazemos alguma coisa. São espécies protegidas e,
Afirma que o pagamento das indemnizações pelos
prejuízos provocados pelo lobo “chega tarde e mal”, referindo que, neste
momento, tem a haver perto de 2000 euros pelos animais que perdeu desde Abril
do ano passado.
“Só de uma vez mataram-me seis éguas. Sempre que
vejo um animal morto pelo lobo, sinto desgosto, revolta e desânimo. É uma
tristeza muito grande. A gente ganha afecto aos animais, pois é com eles que eu
passo todos os dias do ano. Quando se perde algum, ficamos com o coração mais
negro do que os montes queimados pelos fogos”, confessa.
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“Revitalização do Mundo Rural”
de JornalRegional.com
November 17, 2007
(note: for best viewing use Internet Explorer)
No passado dia 17 de Novembro, teve lugar na
Estalagem de Castro Laboreiro um Seminário subordinado ao tema “ Revitalização
do Mundo Rural”, o primeiro deste âmbito, que pretendeu sensibilizar, os Órgãos
Gestores dos Baldios e toda a população quer a de Castro Laboreiro, quer a do
Concelho de Melgaço e ainda as centenas de interessados que aqui se deslocaram,
para ouvir e debater sobre a importância do aproveitamento sustentado dos
recursos dos Baldios e da Floresta, bem como das medidas financeiras de apoio
aos mesmos. Este Seminário foi da responsabilidade da ACEB (Associação para a
Cooperação entre Baldios), com a colaboração dos quatro Conselhos Directivos de
Castro Laboreiro (S. Bento; Adrofeire/ Queimadelo/Outeiro/Falagueir
as/Coriscadas; Rodeiro/Antões e Camarros).
O Seminário contou com a
participação de um grande número de participantes, cerca de 280 pessoas
enchendo a sala maior da Estalagem, cedida pela Associação dos Bombeiros
Voluntários Amarelinhos de Santo Tirso. Nesta participação destaca-se a
presença dos autarcas de Lamas de Mouro, Rouças, Soajo, Gavieira, Entre-os-
-Rios, bem como de Comissões de Baldios vindos de todo o País, Ponte de Lima,
Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, Vieira do Minho, Aveiro, Coimbra, Guarda e
de Trás-os-Montes, que tornaram este evento num evento de grande exigência em
termos de mobilização, e que para o efeito obrigou a organização a requisitar
quatro Autocarros.
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Apanhadas armas e munições ilegais
24 Agosto 2007
A GNR apreendeu 83 armas de fogo – caçadeiras,
pistolas e revólveres – e 400 munições, numa operação realizada em várias
localidades do Minho, mas centrada na aldeia do Soajo, Arcos de Valdevez. Entre
os 50 suspeitos, 29 estão sujeitos a penas de dois a oito anos de prisão e os
restantes 21 arguidos a penas até três.
Ao todo, foram recuperadas 45 espingardas caçadeiras
ilegais, 21 pistolas e 17 revólveres igualmente em situação irregular, que
levaram a 29 detenções, estando prevista a apresentação dos suspeitos, hoje de
manhã, no Tribunal Judicial de Arcos de Valdevez.
No decorrer de 57 buscas, a GNR confiscou ainda uma
besta, 20 facas e 25 velas de gelamonite, explosivo que é utilizado em
pedreiras, mas que já serviu, por exemplo, para atentados como o de 11 de
Março, em Madrid. Ao longo das buscas, a GNR apanhou ainda 28 detonadores e
material de fogo-de-artifício.
A ‘operação Face 452.2’, que foi acompanhada a par e
passo pelo CM no Alto Minho, insere-se no
Entre os suspeitos contam-se o tesoureiro de uma
junta de freguesia, um empresário da construção civil, donos de restaurantes e
cafés do Soajo e vários emigrantes.
A operação decorreu mais nesta aldeia do Alto Minho,
estendendo-se a Ponte de Lima, Monção, Melgaço, Paredes de Coura e Fafe, tendo
sido na última cidade onde mais armas a GNR apreendeu, 16 e numa só casa.
“As armas circulam com grande facilidade na zona,
onde há tradições de caça, mas a maioria é ilegal”, revelou o tenente
Cortinhas.
momentos de grande tensão
A operação decorreu sem haver ferimentos de parte a
parte, mas teve momentos complicados, como foi a recusa em abrir uma porta,
levando a GNR a rebentá-la à marretada, só que um dos locatários apontou uma
caçadeira aos militares. Valeu então o sangue-frio dos elementos da GNR para
que não houvesse sangue e em pouco tempo o suspeito foi detido na posse dessa
arma e de uma carabina.
As buscas começaram pelas 07h00, surpreendendo os habitantes
do Soajo, onde decorreu a principal fase da operação. Um dos detidos tinha seis
armas escondidas na casa de banho. Outro disse que a pistola era da mãe,
decorrendo um processo judicial para as partilhas. A maior parte dos detidos,
gente muito simples, alegava que as armas eram para defesa pessoal e, sendo
pessoas sem antecedentes criminais, disseram que precisavam das armas por
viverem numa zona muito isolada.
NOS BASTIDORES DA 'OPERAÇÃO FACE 452.2'
REVOLTADA
Rosa Carvalho, tia de um dos detidos, foi a imagem
da revolta. E afirmou que “é pena vocês só prenderem os pobres”. Disse à GNR
estar “bastante revoltada com isto”.
ALTO DO SOAJO
O Alto do Soajo foi o palco da maioria das buscas da
GNR. Uma aldeia histórica, que é afamada pelo pão, emigrando padeiros para
França, Suíça e até Estados Unidos.
O COMANDANTE
A operação da GNR foi comandada pelo tenente
Cortinhas, que é responsável pelo Destacamento Territorial de Arcos de
Valdevez. A rusga incluiu 210 militares.
Joaquim Gomes
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Autarca critica falta de ajuda aos pastores afectados pelos fogos
January 10, 2007
O presidente da
Junta do Soajo, Arcos de Valdevez, acusou o Governo de "faltar à
palavra" por ter recusado atribuir ajudas aos pastores do Parque Nacional
da Peneda-Gerês (PNPG) prejudicados pelos incêndios do último Verão.
"As populações estão revoltadas com esta
situação, embora não seja nada de que já não estivéssemos à espera, pois,
connosco, é sempre assim: prometem, mas não cumprem", criticou Manuel
Barreira da Costa, autarca do Soajo, eleito pelo PSD. Num ofício a que a Lusa
teve hoje acesso, o Ministério da Agricultura dá conta de que um auxílio estatal
"não se afigura compatível" com a situação dos pastores do PNPG, por
não ser possível encontrar "enquadramento" nos apoios actualmente
existentes para o sector. O Ministério argumenta que "no caso em apreço,
os danos foram verificados sobretudo ao nível das pastagens naturais" e
estas, "pelas suas característic as, possuem uma capacidade de regeneração
após fogo que lhes permite, caso as condições climatéricas sejam adequadas, um
restabelecimento do curto/médio prazo".
A 23 de Agosto de 2006, o governador civil de Viana
do Castelo garantiu que iria "sensibilizar" o Ministério da
Agricultura para a necessidade de atrib uir ajudas financeiras aos pastores do
Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) pr ejudicados pelos incêndios.
"Há programas e linhas de financiamento do
próprio Ministério da Agricultura que podem ser utilizadas para ajudar os
pastores que ficaram sem alimento para os animais e é essa possibilidade que
vamos explorar", garantiu, então, o governador civil, Pita Guerreiro, no
final de uma reunião com o director do PNPG.
Na altura, Pita Guerreiro deu a conhecer ainda que
os pastores preferiam uma ajuda em géneros, nomeadamente em feno, mas,
O governador adiantou que iria ser efectuada uma
"avaliação exaustiva" do número de pastores afectados, que viria a
atingir os 300, e do número de cabeças de gado para se apurar a quantidade de
feno que seria necessário disponibilizar.
No referido ofício, o Ministério da Agricultura
refere que os apoios es tão vocacionados para o restabelecimento das situações
em que a capacidade produ tiva das explorações agro-florestais "é
fortemente afectada".
O gabinete do ministro Jaime Silva ressalva a
possibilidade de enquadra mento, no âmbito do Apoio Social, de casos
específicos em que a economia do agre gado familiar seja "particularmente
afectada", face a uma "elevada dependência" da actividade de
pastoreio ou de utilização de forragens nas zonas atingidas.
Segundo o autarca de Soajo, muitos pastores começam
já a importar feno da Galiza, para dar de comer aos animais, gastando com isso
"uma boa parte das suas reformas".
Acrescentou que a falta de
Manuel Costa recordou, a propósito, que "os
pastores estão à espera há mais de um ano que lhes sejam pagos os prejuízos
causados pelos lobos".
Os incêndios de Agosto consumiram cerca de 3.600
hectares do PNPG, send o a freguesia do Soajo uma das mais afectadas.
Agência LUSA
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ARCOS PROFUNDO - Noticias dos Arcos
Várzea é um lugar pitoresco da freguesia de Soajo
que assenta lá no fundo, nas margens do rio Laboreiro, depois deste ter
recebido as águas do rio Peneda, e que todos os dias dá os bons dias à vizinha
Galiza, com a povoação de Olelas, bem lá no alto da encosta, a corresponder
cordialmente. Mas esta aldeia, que se revia nos seus campos de milho e nos seus
poulos de feno, sofreu dois rudes golpes. O primeiro, na década de 60, com o
surto de emigração que levou os seus homens a emigrarem para França (antes era
para os USA), e depois a construção da barragem do Alto Lindoso que submergiu
nas suas águas, roubadas ao povo, os seus belos milheirais e extensões de feno
ondulante. Ainda por cima com a vergonha das minguadas indemnizações recebidas
serem inferiores às dos seus vizinhos galegos.
Hoje, à semelhança do que acontece com as aldeias à
Curioso como os animais reconhecem o dono em plena
serra: “Basta ouvir a minha voz, mesmo que seja a alguma distância, e logo
levantam a cabeça na minha direcção”, diz-nos António de Sousa Rodas, mais
conhecido por António da Luísa, hoje com 67 anos, e que nos tem acompanhado
neste percurso à Várzea. “Mas, com esta seca fora do tempo, eles também estão a
passar sede nos montes.”
Na Várzea não há um único estabelecimento. Não é
rentável, dizem. Ainda houve uma senhora que vendia umas bolachas, uns sumos,
mas uma vizinha fez queixa dela e fecharam-lhe a lojinha.
Catástrofe no Gerês - O pior incêndio de sempre
Correio de Manha - September 9, 2006
Os responsáveis governamentais apressaram-se a dizer
que, afinal, não havia razão para alarmes. Mas quem lá vive, quem realmente
conhece o terreno diz, sem rodeios, que estamos perante a maior tragédia de
sempre no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A Mata do Ramiscal, uma das três
áreas de reserva integral, ardeu.
À média de três quilómetros por dia, entre 5 e 15 de
Agosto, o fogo percorreu e consumiu uma distância de 30 quilómetros de matas e
florestas de cinco freguesias do concelho dos Arcos de Valdevez: Carral Cova,
Grade, Cabana Maior, Soajo e Gavieira. Mas o pior é que 4500 dos mais de 6500
hectares ardidos situam-se em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) e,
mais grave ainda, o fogo atingiu de forma muito violenta, para muitos
especialistas mortal, a Mata do Ramiscal, uma das três áreas de reserva
integral (regime de protecção máximo) do único Parque Nacional do País.
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